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22 de ago de 2010

Saraiva/Melhoramentos - NÃO ERA UMA VEZ


"A história de Cinderela tal e qual me contaram"
...Nesta versão de Cinderela recontada por Adela Basec (Argentina), usei vassoura, rodo e outros objetos de utilidade de limpeza doméstica a fim de representar os personagens.

No espaço da loja destinado ao público ifantol, a Lucy e suas colaboradoras prepararam com muito carinho um cenário que demonstrava um carinho muito especial com a Editora e com a história a ser contada.
O público e eu sentimos empatia ao "idealizar" uma CINDERELA com mania de limpeza.
São as "AMÉLIAS" que fazem parte de nossas vidas representadas tanto por nossas mães, irmãs, tias, avós, etc...
CINDERELA simplesmente não conseguia parar de limpar! Varria, lavava, engomava, limpava os vidros, cozinhava, lavava a louça, estendia as camas, arrumava os armários mas, não deixava dúvidas nenhuma de que a sua tarefa predileta era PASSAR A ROUPA!!!
CINDERELA não admitia que ninguém tocasse em suas louças, ou panelas, roupas... NADA! Por isso, ela dormia na cozinha, perto do fogão. De sono muito leve, ela ouvia qualquer passo por cuidadoso que fosse.

Um dia quando soube que o Príncipe do reino iria dar um grande baile no qual escolheria a moça que seria sua futura esposa, CINDERELA ficou entusiasmada que encomendou com a bordadeira da cidade, um vestido muito lindo: com desenhos de buchas de lavar, ferro de passar roupas, tábuas de passar, baldes, embalagens de produtos de limpeza, etc. E tudo bordado linhas de ouro e prata.
Na hora do baile não deu outra!!!! CINDERELA apareceu deslumbrante no salão principal e imediatamente, as outras moças se apagaram de diante dos olhos dele. É muito válido dizer que, absolutamente todas elas, agradeceram aos seus Santos de Devoção e se benzeram três vezes, pois o Príncipe tinha fama de ser neorótico por arrumação.

Apresentando o livro:
Melhoaramentos - NÃO ERA UMA VEZ
No final, cantarolamos uma estrofe da música:
"AI QUE SAUDADE DA AMÉLIA"
Nunca vi fazer tanta exigência
Nem fazer o que você me faz
Você não sabe o que é consciência
Não vê que eu sou um pobre rapaz
Você só pensa em luxo e riqueza
Tudo o que você vê, você quer
Ai meu Deus que saudade da
AméliaAquilo sim que era mulher
As vezes passava fome ao meu lado
E achava bonito não ter o que comer
E quando me via contrariado dizia
Meu filho o que se há de fazer
Amélia não tinha a menor vaidade
Amélia que era a mulher de verdade

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