Seguidores

25 de nov. de 2009

















20 de nov. de 2009

"Um ATRATIVO"


Apresentar às crianças o livro da História Contada é importante???
Na minha opinião sim. Não importa se o livro é seu ou, se é da biblioteca da escola... Se é novo ou, adquirido numa Sebo (eu particularmente, AMO Sebos). Também, caso não seja possível, não precisa se descabelar, ter ataques ou, DEIXAR DE CONTAR a História. Acho que seja sim de extrema importância mostrar o livro, falar do autor (a), falar do ilustrador (a). E... penso que, se mostrado assim, com um "suspense" com um "algo a mais" faz uma grande diferença para o público (infantil e adulto), sem dúvida: AGUÇA a curiosidade, a imaginação, o desejo de rererecontar a história ouvida, à sua própria maneira, com suas próprias palavras...


16 de nov. de 2009

Transação INTERNACIONAL: Portugal


Eis a minha primeira transação "INTERNACIONAL"!!!
Enviei um trabalho para Portugal! Achei tããão chique.
Ganhei uma carta linnnnnda com lembrancinha e tudo.
ADOREI!

15 de nov. de 2009

Saraiva - Shopping Eldorado em 14/11/2009 "Consciência Negra"

A "Contação" foi bem bacana, proveitosa para pais e filhos.
Primeiro... A Menina Bonita do Laço de Fita - Ana Maria Machado
Depois... A Galinha Preta - Martina Schlossmacher e Iskender Gider
Após a "Contação" como sempre, o público foi convidado a participar de uma atividade: Cada um faria um desenho representando uma parte de uma das histórias contadas. Rsrs, o resultado não poderia ser diferente: Muuuuuitas obras!!! Muita Arte!!! Imaginação...


Esta é a TIFANY
Este é o FLÁVIO
Aqui, o FLÁVIO ajudando a irmã a "assinar" sua obra
O nome ela sabe escrever:
FABIANA
Esta é a AMANDA
Este é o LUCAS
Aqui, era pra ser um elefante mas, a tinta gliter escorreu e...
O elefante virou uma girafa com uma tromba bemmmmm grande!
Obra da JOANA

26 de out. de 2009

31 de outubro "DIA DAS BRUXAS"


Contação de Hostória na Livraria Saraiva do Shopping "Brascan Century Plaza"
Trabalhamos a História SAPOMORFOSE - Cora Rónai
Após a Contação o público foi convidado a conveccionar
a vassoura da Bruxa e, uma Bruxa em origami.

18 de out. de 2009

Pisca-Tudo


Pisca-Tudo

(José Pozenato)

Pisca-Tudo é o nome da oficina elétrica de Januário.
Já se vê que Januário é um cara cheio de idéias diferentes.
Carro, caminhão, bicicleta, é só não acender mais as luzinhas ou as luzonas, que Januário dá um jeito. Encostou na oficina de Januário, sai piscando tudo. Até a moça sai piscando para o namorado.
Uma hora que Januário estava meio de folga, sem freguês, entrou um besourão, voando pela porta. Aterrissou na mesa das ferramentas e ficou ali, lustroso, a lataria brilhando.
Januário, muito dado à conversa, foi perguntando:
- Pronto, freguês. Precisa de alguma coisa?
E riu. Porque, imagina se o besouro ia responder. E não é que o besouro falou? Deu uma tossida, meio encabulado, e falou:
- Eu queria instalar um pisca-pisca.
Januário levou um susto o olhou para o lado da porta. Podia ter entrado um freguês de verdade, que tivesse ouvido a pergunta que ele fez para o besouro. Mas não tinha ninguém. Olhou de novo para o besouro:
- Fui eu mesmo que falei – disse o besouro. – Eu queria instalar um pisca-pisca
Januário riu nervoso. E perguntou:
- Onde está o seu carro?
- Eu quero instalar um pisca-pisca em mim.
Januário não estava mais achando graça. Se alguém ouvisse aquela conversa ia achar que ele estava pirado. Mas o besouro era do tipo teimoso:
- A oficina não é Pisca-Tudo? Quero sair daqui piscando.
E mexia as antenas, começando a ficar sem paciência.
- Não quer instalar um rádio também, para aproveitar as antenas?
- Nada de gracinhas – retrucou o besouro. – eu estou falando sério.
Januário coçou a cabeça. Como é que ia sair daquela bananosa?
- É que eu nunca fiz esse serviço em besouro. Só em automóvel, caminhão, bicicleta.
- Mentiroso. Outro dia entrou aqui um besourão azul e saiu piscando tudo. Eu vi.
- Aquilo não era besouro – riu Januário. – aquilo era um fusca.
- Dá na mesma. Todo mundo chama o fusca de besouro, não chama?
O sujeito era mesmo teimoso. Tinha que dar um fora nele:
- Você está com a lataria inteira – disse Januário. – é uma pena ter que furar esse cascão lustroso.
- Isso é problema meu. Fura onde tiver que furar.
- Vou ter que instalar uma bateria.
- Pois instala a bateria. Não estou perguntando preço. Gasta o que tiver que gastar.
Januário suspirou desanimado.
- Ta bom, faço o serviço. Mas por que faz tanta questão de instalar um pisca-pisca?
Foi a vez do besouro suspirar.
- Não vai rir de mim se eu contar? – perguntou o besouro meio desconfiado.
- Juro. Juro que não vou rir.
- É que eu estou namorando uma vaga-lume.
Januário teve que se segurar para não rir. Mas tinha jurado que ia ficar sério e ficou sério:
- É mesmo?
O besouro tossiu, disfarçado:
- Para dizer a verdade, eu ainda não estou namorando. Estou querendo namorar uma vaga-lume, mas ela não me dá bola.
- É mesmo? E por quê?
- Porque eu não tenho um pisca-pisca.
- É, essas mulheres são exigentes – comentou Januário.
- Não fala assim da minha vaga-lume – engrossou o besouro. – ela tem razão. Sem pisca-pisca eu não posso nem sair de noite com ela. E é a hora que ela mais gosta de sair.
Deu um suspiro comprido e completou:
- Precisa ver o pisca-pisca que ela tem! É lindo, é uma coisa de louco.
- Eu faço um melhor – prometeu Januário.
Se arrependeu de ter dito isso. Era pura vaidade. Mas já tinha dito e não podia voltar atrás.
- É mesmo?! – disse o besouro, quase dando um pulo de contente.
Taí, pensou, Januário. É nisso que dá ser vaidoso. Agora ia mesmo ter que instalar o pisca-pisca.
- Já que o caso é esse, de impressionar vaga-lume, eu tive uma idéias. Em vez de furar a sua lataria, eu vou puxar os fios por cima, bem alinhados, e colar com um ponto de cola. Você vai ficar um besouro listrado. Sempre é bom mudar um pouco o visual.
O besouro esfregou as antenas, de pura alegria:
- Ela vai adorar!
E lá foi o Januário atrás de fios bem finos e de cola. Conseguiu duas lâmpadas, bem pequenas, uma vermelha e outra verde. Quando acendesse a luzinha vermelha da frente, apagava a verde de trás. Um pisca-pisca de deixar a vaga-lume louca da vida.
O problema era a bateria. Tinha que ser menor que uma unha. E então lembrou: a bateria do relógio digital. Podia colar na cabeça do besouro e pintar na mesma cor lustrosa das asas.
Assim pensou e assim fez. O besouro deixou Januário fazer a instalação, com a maior paciência. Coração apaixonado é capaz de qualquer sacrifício.
Mas foi um sacrifício que valeu a pena. O besouro saiu que nem carro envenenado. Todo com listras brancas e as luzinhas verde e vermelha pisca-piscando. Ia com certeza amolecer o coração da vaga-lume.
Quando ele já tinha ido, Januário se lembrou. Devia ter instalado uma célula fotoelétrica para o pisca-pisca só acender de noite. Mas com certeza o besouro voltaria quando a bateria descarregasse. E então poderia melhorar o equipamento.
Satisfeito da vida, Januário pegou um spray e escreveu na parede da frente da oficina:



______________________
Instala-se pisca-pisca
em besouros
_______________________________

Pensou mais um pouco e escreveu embaixo:

_______________________

Conserta-se pisca-pisca
de vaga-lumes

_________________________________

Resultado: a freguesia não parou de aumentar. Era uma fila de besouros e de vaga-lumes na porta da oficina Pisca-Tudo.

José Pozenato é escritor, poeta e ensaísta. Publicou os contos policiais O Caso do Martelo, O Caso do Loteamento e O caso do E-mail. Para crianças escreveu O Jacaré da Lagoa e Pisca-Tudo. É autor do livro Quatrilho, levado à tela por Fábio Barreto, concorrente ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, em 1996.

http://www.itaucultural.org.br/rumos2004/download/literatura/piscatudo.doc