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31 de jul de 2009

PAI


Ahhh! Como dói a saudade. Aperta, esmaga o coração...
Saudade. Lembrança... De alguém que eu julgava além de imortal... "IMORRÍVEL"
Imortal porque não morrerá jamais.
Estará vivo nas minhas lembranças e nas lembranças de tantos mais...
"IMORRÍVEL"
A SAUDADE me deixa com vontade de fazer nada. De pensar nada.
De não levantar... Não falar nem ouvir... Nem sentir.
Não quero sentir SAUDADE! Antes, sentir LEMBRANÇA...
Sentir PRESENÇA... Ou não sentir nada.

Meu DEUS! Não era eu! Era o SENHOR alí ouvindo as últimas recomendações e perguntando o que não foi falado...
- É "fia". Dessa vez o PAI não volta. A gente vai se ver no dia do juízo final. Tenha paciência com o ALAN, tenha paciência... A casa... (fez recomendações para com o meu filho ALAN e, acerca da casa em que moro)
- Eu quero um caixão bem bonito! (e levanta o dedo indicador com autoridade)
- Tá bom PAI. Se não tiver um caixão bem bonito lá, eu mando fazer... O senhor merece.
- Quero o terno que o Isaac me deu, camisa branca, meia e sapato! (novamente levanta o dedo indicador...)
- Tá bom PAI, o senhor "vai" bem bonito!
- Avise a "todo mundo". ...O pessoal do Paraná, de Lençóis Paulista, os vizinhos...
- PAI, eu me sinto muito honrada por ter nascido tua filha. Eu fiquei muito feliz por DEUS ter me dado a oportunidade de conhecer o senhor... Por fazer parte dessa família.
- Amém "fia". Amém. Glória a DEUS.
- PAI, vem me visitar nos meus sonhos... Eu vou sentir muita saudade do senhor.
- Imagina "fia" que eu vou fazer uma coisa dessa!!!
- Vem sim PAI. Eu sempre sonho com a LOIDE... (minha irmã falecida há 7 anos)
- Ah bom, mais isso num é comigo. Isso é com DEUS. Eu num vou prometer nada.
- Ah PAI!!! Como que eu vou viver sem o senhor?
- A vida é assim "fia".
- PAI, o que o senhor quer que escreva na "plaquinha"? (lápide)
- "Combati o bom combate, terminei minha carreira e guardei a fé". (II Timóteo 4:7)
- Que bonito! ...Tá bom PAI. Amanhã a ANDRESSA e a NEME veem ver o senhor...
- Amanhã não adianta. Amanhã eu não vou estar mais aqui.
- Eu não quero parar de beijar o senhor! ...Ai meu DEUS.
- Vai "fia". Vai... Tenha paciência.
- Bênção PAI, "vai" com DEUS.
- Deus abençõe "fia". Até o dia do juízo final.
...

Minha mãe, continua arrumando o lugarzinho na cama.

E eu... Sabem aquele texto "As cinco linguagens do amor"? Pois é. A melhor linguagem do amor para o meu PAI é "pequenos gestos, gentilezas" Eu tenho saudades de preparar o leite com soja pela manhã, levar um cafézinho fresquinho na cama, trazer morangos para uma vitamina à tarde... um pedaço de bolo de puba (desses que tem nas Casas do Norte), trazer na compra o shampoo, condicionador, óleo para o corpo (com a idade a pele vai ficando seca...), aparar as sobrancelhas... os cabelinhos do nariz e aqueles de dentro da orelha.

Tempos que não volta mais. Mais que foi muito bem aproveitado.

15 de jul de 2009

Dia dos AVÓS

Bahhh! A GIULI me enviou um link http://www.cservice.com.br/base3/livrariasaraiva/F8505.htm da página onde fou postado o convite para a Contação de História do DIA DOS AVÓS. É claro que "eu fiquei toda missi" (mI sIntindo) rsrs.


Após a contação de história com o tema: DIA DOS AVÓS Confeccionamos cartões para presentear os nossos avós...


Usamos:
*IMAGINAÇÃO;
*papel cartão;
*sulfite colorida;
*flores artificiais;
*fita durex colorida;
*cola branca
Aqui, a oportunidade de conferir algumas obras...

Esta é a AMANDA

Esta é a obra de arte da EDUARDA.
Afamília dela estava ao lado apressando-a mas...
Ela nem ligava, rsrs.

Rsrs, as mamães ficam aflitíssimas opinando na "execução" das obras.Nestas ocasiões, ofereço à elas material para que confeccionem a "sua própria obra" ... Elas "fingem" que ficam envergonhadas mas, eu sei que A-DO-RAM!!!


Esta é a GIULIA. Uma grande artista de apenas 4 anos.





26 de julho Dia dos AVÓS


13 de jul de 2009

Livro: VÓ NANA


***Vó Nana***

Vo Nana e Neta moravam juntas há muito, muito tempo.
Elas compartilhavam tudo, inclusive as tarefas.
Todos os dias Neta cortava a lenha enquanto Vó Nana limpava as cinzas do fogão.
Neta varria e Vó Naná espanava.
Vó Nana arrumava as camas enquanto neta estendia a roupa.
Neta fazia o mingau, o chá e as torradas para o café da manhã.
Vó Nana picava as cenouras e nabos para o almoço.
E juntas, Vó Nana e Neta preparavam seu jantar de milho e aveia.
Neta sempre dizia o quanto detestava milho e aveia mas, Vó Nana dizia que, enquanto ela fosse viva Neta haveria de comer milho e aveia tos os dias pois era muito bom pra saúde.
Por isso, Neta parou de reclamar. Ela comeria milho e aveia no café, almoço e jantar se com isso, Vó Nana fosse viver para sempre.
Um dia, Vó Nana não se levantou como de costume para tomar o café da manhã.
- Estou me sentindo cansada – ela disse – Acho que vou tomar o café na cama hoje.
- Mas você nunca come na cama! – exclamou Neta – Você não gosta de migalhas de pão nos seus lençóis.
- Estou cansada. – Vó Nana repetiu.
E quando Neta trouxe a bandeja com o mingau, a torrada e o chá, Vó Nana estava dormindo e continuou assim durante o almoço e o jantar também.
Enquanto Vó Naná dormia, Neta cortou lenha, limpou as cinzas do fogão, varreu, espanou, estendeu a roupa e arrumou sua cama. Ela tentou assobiar enquanto trabalhava, mas tudo o que conseguiu fazer foi soltar um fraco “óinc”.
Na manhã seguinte, Vó Nana ainda estava cansada, mas, com muito esforço se levantou. Comeu uma colher de mingau, um pedaço de torrada e tomou um gole de chá.
- Isso não é suficiente nem para alimentar uma andorinha. Quanto mais uma porca adulta como você – ralhou Neta fazendo uma cara de zangada.
Mas Vó Nana só fechou os olhos por um instante, depois levantou-se pegou o chapéu e a bolsa.
- Tenho muito oque fazer hoje – ela disse – Tenho de estar preparada.
- Preparada para quê? – perguntou Neta.
Vó Nana não respondeu, nem precisava. Neta já sabia a resposta e isso fez com que ela sentisse uma enorme vontade de chorar.
Vó Nana devolveu os livros à biblioteca e não pegou mais nenhum emprestado. Ela foi ao banco, retirou todo o seu dinheiro e fechou sua conta.
Depois foi ao armazém e pagou o que devia. Pagou também as contas da luz, do
Verdureiro e da lenha.
Quando chegou em casa enfiou o resto do dinheiro na bolsa de Neta.
- Guarde-o bem e gaste com cuidado.
- Sim Vó. – falou Neta tentando sorrir mas, com os lábios tremendo.
- Pronto, pronto. Nada de lágrimas. – disse Vó Nana abraçando-a.
- Eu prometo. – disse Neta mas, era a promessa mais difícil que ela já fizera na vida.
- Agora, - falou Vó Nana – quero me fartar.
- Seu apetite voltou? – perguntou Neta toda esperançosa.
- Não sinto fome de comida. Quero passear lentamente pela cidade e me fartar de olhar as árvores, as flores, o céu, tudo!
E assim, Vó Nana e Neta saíram passeando tranquilamente pela cidade.
De vez em quando, Vó Nana tinha de parar para descansar. Mas não parava de olhar. Apreciar, escutar, cheirar e saborear.
- Veja! Olhe como a luz brilha sobre as folhas!
- Veja! Olhe como as nuvens lá no céu parecem se juntar para fofocar!
- Olhe! Está vendo como o jardim se reflete na lagoa?
- Está ouvindo os periquitos discutindo?
- Está sentindo o perfume da terra molhada?
- Vamos experimentar a chuva?
Já era tarde quando Vó Nana e Neta voltaram pra casa.
Vó Nana estava tão cansada que Neta levou-a direto pra cama.
Neta preparou um pote de milho e aveia e comeu tudinho. Depois lavou e guardou a louça.
Então ela entrou no quarto de Vó Nana que ainda não estava dormindo.
Neta sentou-se ao seu lado na cama e perguntou: - Você se lembra quando eu era pequena e tinha um pesadelo e você deitava na minha cama e me abraçava bem forte?
- Lembro. – respondeu Vó Nana.
- Pois hoje eu gostaria de deitar na sua cama e abraça-la bem forte. Posso?
- Claro que pode. – respondeu Vó Nana.
Então Neta apagou as luzes e abriu a janela para que entrasse o ar fresco e abriu as cortinas para que entrasse o luar.
Depois, deitou-se na cama de Vó Nana, apertou-a em seus braços e, pela última vez, Vó Nana e Neta ficaram bem abraçadinhas até o dia clarear.




Livro: VÓ NANA



***Vó Nana***

Vo Nana e Neta moravam juntas há muito, muito tempo.
Elas compartilhavam tudo, inclusive as tarefas.
Todos os dias Neta cortava a lenha enquanto Vó Nana limpava as cinzas do fogão.
Neta varria e Vó Naná espanava.
Vó Nana arrumava as camas enquanto neta estendia a roupa.
Neta fazia o mingau, o chá e as torradas para o café da manhã.
Vó Nana picava as cenouras e nabos para o almoço.
E juntas, Vó Nana e Neta preparavam seu jantar de milho e aveia.
Neta sempre dizia o quanto detestava milho e aveia mas, Vó Nana dizia que, enquanto ela fosse viva Neta haveria de comer milho e aveia tos os dias pois era muito bom pra saúde.
Por isso, Neta parou de reclamar. Ela comeria milho e aveia no café, almoço e jantar se com isso, Vó Nana fosse viver para sempre.
Um dia, Vó Nana não se levantou como de costume para tomar o café da manhã.
- Estou me sentindo cansada – ela disse – Acho que vou tomar o café na cama hoje.
- Mas você nunca come na cama! – exclamou Neta – Você não gosta de migalhas de pão nos seus lençóis.
- Estou cansada. – Vó Nana repetiu.
E quando Neta trouxe a bandeja com o mingau, a torrada e o chá, Vó Nana estava dormindo e continuou assim durante o almoço e o jantar também.
Enquanto Vó Naná dormia, Neta cortou lenha, limpou as cinzas do fogão, varreu, espanou, estendeu a roupa e arrumou sua cama. Ela tentou assobiar enquanto trabalhava, mas tudo o que conseguiu fazer foi soltar um fraco “óinc”.
Na manhã seguinte, Vó Nana ainda estava cansada, mas, com muito esforço se levantou. Comeu uma colher de mingau, um pedaço de torrada e tomou um gole de chá.
- Isso não é suficiente nem para alimentar uma andorinha. Quanto mais uma porca adulta como você – ralhou Neta fazendo uma cara de zangada.
Mas Vó Nana só fechou os olhos por um instante, depois levantou-se pegou o chapéu e a bolsa.
- Tenho muito oque fazer hoje – ela disse – Tenho de estar preparada.
- Preparada para quê? – perguntou Neta.
Vó Nana não respondeu, nem precisava. Neta já sabia a resposta e isso fez com que ela sentisse uma enorme vontade de chorar.
Vó Nana devolveu os livros à biblioteca e não pegou mais nenhum emprestado. Ela foi ao banco, retirou todo o seu dinheiro e fechou sua conta.
Depois foi ao armazém e pagou o que devia. Pagou também as contas da luz, do
Verdureiro e da lenha.
Quando chegou em casa enfiou o resto do dinheiro na bolsa de Neta.
- Guarde-o bem e gaste com cuidado.
- Sim Vó. – falou Neta tentando sorrir mas, com os lábios tremendo.
- Pronto, pronto. Nada de lágrimas. – disse Vó Nana abraçando-a.
- Eu prometo. – disse Neta mas, era a promessa mais difícil que ela já fizera na vida.
- Agora, - falou Vó Nana – quero me fartar.
- Seu apetite voltou? – perguntou Neta toda esperançosa.
- Não sinto fome de comida. Quero passear lentamente pela cidade e me fartar de olhar as árvores, as flores, o céu, tudo!
E assim, Vó Nana e Neta saíram passeando tranquilamente pela cidade.
De vez em quando, Vó Nana tinha de parar para descansar. Mas não parava de olhar. Apreciar, escutar, cheirar e saborear.
- Veja! Olhe como a luz brilha sobre as folhas!
- Veja! Olhe como as nuvens lá no céu parecem se juntar para fofocar!
- Olhe! Está vendo como o jardim se reflete na lagoa?
- Está ouvindo os periquitos discutindo?
- Está sentindo o perfume da terra molhada?
- Vamos experimentar a chuva?
Já era tarde quando Vó Nana e Neta voltaram pra casa.
Vó Nana estava tão cansada que Neta levou-a direto pra cama.
Neta preparou um pote de milho e aveia e comeu tudinho. Depois lavou e guardou a louça.
Então ela entrou no quarto de Vó Nana que ainda não estava dormindo.
Neta sentou-se ao seu lado na cama e perguntou: - Você se lembra quando eu era pequena e tinha um pesadelo e você deitava na minha cama e me abraçava bem forte?
- Lembro. – respondeu Vó Nana.
- Pois hoje eu gostaria de deitar na sua cama e abraça-la bem forte. Posso?
- Claro que pode. – respondeu Vó Nana.
Então Neta apagou as luzes e abriu a janela para que entrasse o ar fresco e abriu as cortinas para que entrasse o luar.
Depois, deitou-se na cama de Vó Nana, apertou-a em seus braços e, pela última vez, Vó Nana e Neta ficaram bem abraçadinhas até o dia clarear.